quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Filme Sem Salt (ha!)

Sem sal não, medíocre.

Mais um filme de ação da
Angelina Jolie, cujos papeis de mulher-fodona-que-vai-te-enfiar-a-porrada-quer-você-queira-ou-não já encheram o saco. Dessa vez ela encarna uma agente da CIA, que é acusada de ser uma espiã russa. E a partir daí, como qualquer um já poderia prever, é uma correria alucinada pra se livrar das acusações (ou não) e salvar o marido e o mundo (por que não?).

E malditos 20 anos depois do fim da Guerra Fria, continuamos a ver essas histórias aonde os russos são colocados como vilões insensíveis que planejam destruir a América. Sério, galera, a maior parte da audiência desse filme (jovens) mal era nascida quando a Guerra Fria acabou. Vamos trocar esse disco. O filme ainda tenta lançar uma pequena trama na vilã da moda, a Coréia do Norte, que foi um dos pontos mais rasos do filme inteiro (e o resto do filme não é exatamente profundo).

A história e os personagens são totalmente sub-desenvolvidos. Vá lá que os produtores tinham a intenção de privilegiar as cenas de ação, mas num filme que tenta se levar a sério como esse, as cenas de ação sem um roteiro forte por trás soam totalmente frágeis. E não é nem como elas fossem boas o suficiente pra levar o filme nas costas. Não são.

As tais reviravoltas, que tanto encantam o público médio, são totalmente aleatórias. Sem o desenvolvimento necessário, elas ficaram totalmente forçadas e sem propósito. Como tentativas vãs de mantêr o filme dinâmico, mas que só serviram para fazer o vilão ser outro a cada 15 minutos de filme (o que é simplesmente irritante).


E eu sei que a Angelina Jolie tem uma grande base de fãs, e que eles me perdoem, mas ela simplesmente não me convence. Ela é sexy pra caralho, duh, mas o único papel decente que eu já vi ela fazendo foi em Garota Interrompida. De lá pra cá eu vejo ela fazendo sempre o mesmo personagem over and over.


O filme se arrasta nesse lenga lenga até o "final". Sim, aspas. Pois poucas vezes eu vi um final de filme tão patético quanto esse. Eu lembro que quando eu tava vendo e o filme flertou com a idéia de terminar eu pensei "nossa, seria muito engraçado se os roteiristas não soubessem mais o que fazer com o filme e resolvessem simplesmente terminar aqui". Créditos. Sério, cara, por que? Parece que depois de tantas reviravoltas imbecis os roteiristas se perderam e não sabiam mais o que fazer com o filme, então resolveram jogar a mulher no meio do mato e terminar tudo ali mesmo.


Mas do que estou reclamando? Melhor terminar ali mesmo do que gastar mais meia hora da minha paciência com reviravoltas imbecis e histórias mal contadas.

Direção: Philip Noyce
Ano: 2010
Link: IMDb

Nota: 38

2 comentários:

Anônimo disse...

Olha, acho que o filme se presta muito bem mesmo ao que se propõe: oferecer um divertimento momentâneo, simplesmente fazer com o espectador tenha um entreterimento que justifique seu ingresso, uma diversão fácil de ser digerida. Um tipo de filme que diverte a maioria e é altamete rentável, pois isso eh business. O que me irrita é como vc é clichê, vc e a maioria dos que se julgam críticos de cinema, que querem que todos os filmes sejam densos e preferencialmente bem herméticos, pq assim vcs acreditam que são mais espertos! vc já pensou como isso ´´e coisa de gente insegura? Sério, vc não concorda que antes de avaliar qualquer filme a primeira coisa a ser feita é usar a palavra "contexto"? Avaliar pra que público foi feito, qual a mensagem a se passar, e principalmente qual o objetivo do filme? Acho que isso sim é uma avaliação inteligente, bom no caso de Salt é um filme pra ser rentável e portanto ser fácil de ser assimilado pelo público médio proporcionando diversão para um dia, ou seja puro entreterimento, não tem objetivo de ser nada além disso, portanto cumpre totalmente sua função... Pq será que ninguém que se julga esperto consegue perceber coisas tão tolas assim?
ps: não sou fã da Jolie.

Liam disse...

Olha, se você me conhecesse, saberia que eu sempre levo a proposta do filme em consideração. Na verdade, já defendi muito filme por aqui por causa disso. Mas existem os filmes voltados pro mercado (digamos assim) que são bons (mesmo sem serem "densos e bem herméticos") e os filmes voltados pro mercado que são ruins. Esse filme, Salt, é ruim. Na minha opinião ele falha por qualquer ângulo que eu tente ver. É aquele clássico enlatado de Hollywood, pega uma história simples, junta com umas reviravoltas pseudo intelectuais, bota num pacote bonito (Jolie), duas cenas de ação de segunda categoria, uma campanha de marketing apropriada, e BUM, temos um blockbuster que vai gerar milhões de dólares pra companhia. Gerar milhões de dólares não é o objetivo do filme, afinal? É óbvio, mas eu não vou achar o filme uma obra de arte só porque ele é comercialmente bem sucedido. Eu não vou compactuar com esse filmes que tratam o espectador como estúpidos e ajuda a emburrecer a massa. Há muitos "entretenimentos fáceis" por aí que são duzentas vezes melhores que Salt.

Se você gostou do filme, experimente vir com algum argumento melhor, sem ter que apelar dizendo que eu me julgo esperto ou insinuar uma suposta insegurança de minha parte. Eu achei o filme uma merda, mas essa é apenas a minha opinião. Se você tem uma opinião diferente fique a vontade pra dividir e discutir (é o lado mais legal de ter um blog, afinal). Mas buscar ofender quem escreveu o texto só torna você um grande pateta, desculpa.