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terça-feira, 29 de abril de 2014

Filmes, Filmes e mais Filmes \o/ - parte 1

Aeee, vamos zerar a lista atual de filmes que eu vi no cinema? Vamos!


Noé

Desde que foi anunciado que o Darren Aronofsky ia dirigir um filme baseado na lenda (ou história, fábula, sei lá) de Noé eu fiquei em um misto de expectativa e receio. Afinal, ele é o diretor de dois dos meus filmes preferidos: Cisne Negro e Requiém para um Sonho, além de ter dirigido também O Lutador, que é bem foda. O único filme dele que eu vi e não gostei foi Fonte da Vida. Ainda assim, um filme sobre um cara que recebe um chamado de deus e decide construir uma arca para salvar todas as espécies de animais de um dilúvio me parecia um desafio enorme.



E o resultado, pra mim, ficou bem nesse limiar de expectativa e receio, se é que isso faz algum sentido. Pra mim é um fato que ele fez um bom trabalho, mas ao mesmo tempo alguma coisa me deixou com um pé atrás no filme. As vezes eu desconfio que foi a fotografia. O filme tem todo um clima meio monótono que saiu meio errado na minha opinião.

Mas eu tenho uma dificuldade de analisar direito esse filme, porque eu não conheço a história original. Assim, o filme parece uma grande história de fantasia, e como fantasia ele meio que funciona. Mas é meio difícil deixar de lado todo o lado religioso da coisa.

Enfim, eu não tenho uma opinião muito bem formada sobre esse filme, mas de qualquer maneira foi legal ver o Russel Crowe voltando a atuar razoavelmente bem!




Entre Nós

Fui ver esse filme sem nem saber direito do que se tratava, mas sabendo que algumas pessoas tinham falado bem. E que surpresa agradável! Entrou rapidamente para o meu Top-5 filmes nacionais, que eu acabei de fazer e engloba os dois Tropa de Elite, Cidade de Deus e As Melhores Coisas do Mundo.



O filme conta a história de um grupo de amigos nos anos 90, jovens e cheios de sonhos, que, depois de uma tragédia, se reencontram mais de uma década depois, no mesmo lugar (uma linda casa nas montanhas - o filme inteiro é filmado nessa localidade).

O que leva a história pra frente é a trama do personagem do Caio Blat, que nesse meio tempo se torna um escritor de sucesso mas que parece carregar consigo um segredo obscuro e doloroso (isso é bem retratado na mudança do figurino do personagem, que na primeira parte do filme se veste com cores claras e alegres, enquanto no segundo domina primordialmente o negro). Embora seja fascinante ver um roteiro como esse aqui no Brasil, não é exagero dizer que essa trama principal é coadjuvante (ha!) no filme.


O que realmente torna esse filme especial são os personagens, e as relações entre eles. Todos eles são muito bem construídos, todos possuem personalidades próprias. Em momento nenhum do filme você fica "pera, quem é esse mesmo?". Você entende todos eles, todos eles fazem sentido. São personagens tangíveis, é não é difícil se identificar com um ou outro, ou ver neles seus próprios amigos.

O roteiro ainda nos brinda com várias reflexões sobre a vida, sobre o que a juventude e sobre o que significa amadurecer. Talvez soe bastante amargo para muita gente, mas duvido que seja à toa. 

E a fotografia é linda!



1. Nebraska (Nebraska) - Alexander Payne - 96   
2. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 95  
3. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 89
4. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 89

5. Entre Nós - Paulo Morelli - 88  
6. Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - Jean-Marc Valée - 82
7. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 78

8. Noé (Noah) - Darren Aronofsky - 78
9. Philomena (Philomena) - Stephen Frears - 75
10. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 74
 
11. Rio 2 (Rio 2) - Carlos Saldanha - 73
12. RoboCop (RoboCop) - José Padilha - 65
13. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 64
14. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 62 
15. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 62
 
16. Alemão - José Eduardo Belmonte - 35
17. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 34
18. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 25  
 
19. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 22

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pontos para Rio

Eu gostei da idéia de falar das coisas em tópicos, talvez eu faça disso uma thing aqui no blog. Vamos começar com Rio 2? Vamos.



O que funciona?

  • Os personagens. Ainda que alguns não sejam tão explorados quanto podiam/deveriam, eu acho a maioria deles bem divertidos e únicos. O psicótico Blu-Eisenberg é hilário, e eu gostei muito do trio Nigel - Rã apaixonada - Tamanduá bobalhão.
  • Gosto da maneira que o Rio (o Brasil, na verdade) é retratado. Já tivemos diversos exemplos de filmes que soam totalmente absurdos ao tentarem explorar a geografia brasileira (coisas como termos a floresta amazônica no Rio de Janeiro). Claro que isso é ajudado pelo fato de o diretor ser brasileiro, mas é legal ver como a viagem para o Amazonas passa por várias cidades, mostrando rapidamente um pouco de cada uma. É legal ver o Brasil sendo mais respeitado em Hollywood.
  • O filme passa uma mensagem ambiental extremamente relevante. Não, não é uma mensagem original e não, não é passada de maneira sutil, muito menos poética, mas é relevante de qualquer forma, e funciona bem no contexto do filme.


O que não funciona?

  • Em especial o roteiro. Não que a história não seja boa, ela é ok. Mas o roteiro começa a abrir muitas frentes e no final acaba encontrando muitas dificuldades para dar um final satisfatório a todas elas. Em certo momento no filme temos tipo 5 histórias principais sendo desenvolvidas ao mesmo tempo - a dos madereiros, blu x pai da jade, araras x papagaios, blu x jade (onde iremos morar) e blu x nigel. Um pouco mais de foco cairía muito bem. 
  • A história da rivalidade ou whatever entre as Araras e os Papagaios é totalmente dispensável. Não funciona pra nada na história.
  • Com esse roteiro inchado, o trio Nigel - Rã - Tamanduá acaba sendo extremamente mal aproveitado. Lá pro meio do filme eles se tornam meros coadjuvantes. Achei uma pena.

Resumindo, é um bom filme, com bons personagens, boas mensagens, mas que perde muito por ter um roteiro ambicioso demais.


1. Nebraska (Nebraska) - Alexander Payne - 96 
2. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 95  
3. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 89
4. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 89

5. Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - Jean-Marc Valée - 82
6. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 78 

7. Philomena (Philomena) - Stephen Frears - 75
8. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 74

9. Rio 2 (Rio 2) - Carlos Saldanha - 73
10. RoboCop (RoboCop) - José Padilha - 65
11. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 64
12. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 62 
13. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 62

14. Alemão - José Eduardo Belmonte - 35
15. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 34
16. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 25
 
17. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 22

sexta-feira, 4 de abril de 2014

RoboCop Alemão

Agora que vocês já sabem tudo sobre o meu método de avaliação eu posso continuar com as minhas resenhas cretinas. 

Mas dessa vez não haverão resenhas, pois eu pouco tenho a falar sobre esses dois filmes. Mas, como eu fiz esse pacto comigo mesmo de que ia falar sobre cada filme visto no cinema em 2014, preciso tirar isso do meu sistema. Breves comentários então:

Robocop foi um filme estranho pra mim. Se me perguntarem se eu gostei eu vou dizer que sim. Mas... não sei. O filme mexeu tão pouco comigo que logo depois de sair do cinema eu já não lembrava de quase nada que tinha assistido. Naturalmente que qualquer comentário deveria fazer uma breve comparação com o clássico de 1987, mas eu estarei mentindo se disser que lembro de alguma coisa do original.

Djisus, qual o meu problema com minha memória e filmes de policiais robôs?

O filme também chama a nossa atenção por ter sido o primeiro longa dirigido pelo Padilha em Hollywood. E eu gostei bastante da direção dele, melhor do que muito diretor gringo, embora seja curioso que o diretor de filmes tão memoráveis (não entrando no mérito de qualidade - embora eu adore-os) como os dois Tropas de Elite tenha feito um filme bom mas totalmente esquecível.

But then again, talvez isso tenha sido um problema só meu.

Enfim, o filme traz umas discussões bem interessantes sobre corrupção policial (algo que o Padilha já tem bastante experiência filmando) - ainda que de uma maneira bem mais Hollywoodiana que nos Tropas de Elite.

Pronto, parei de fingir que tenho algo mais a dizer sobre o filme.


Alemão, por outro lado, não é um filme esquecível, mas eu digo isso como uma nota de pesar, pois antes fosse. Contando uma história que poderia ter sido bem interessante, o filme narra os momentos antes da invasão do Morro do Alemão em 2010 pelas forças policiais do Rio de Janeiro, pra expulsar os traficantes e instalar as UPPs.

Talvez meu problema com o filme tenha sido esse, pois eu estava ansioso por ver um filme sobre a invasão, sobre como ela foi feita, como ela foi executada, os riscos, as motivações, etc. O filme passa bem longe disso. Trata-se, na verdade, de um estudo de personagens, focando totalmente na história de 5 policiais infiltrados que tem sua identidade descoberta e tentam sobreviver dentro da favela até a invasão. Assim, o filme se passa quase que inteiro dentro de um único ambiente - o esconderijo deles - e tem como seu grande destaque a relação entre eles nesse momento de desespero.

O que poderia até ter sido interessante, não fossem a direção e o roteiro tão falhos. Assim, os personagens soam totalmente exagerados e não genuínos. Ainda temos umas atuações bem bostas, como a do Cauã Raymond e do Antônio Fagundes e umas tramas paralelas totalmente escrotas e desnecessárias, como a do Fagundes com o filho, Caio Blat.

Enfim, estou sendo bem ranzinza, mas achei o filme beeeem chato :D

Então fico por aqui.

1. Nebraska (Nebraska) - Alexander Payne - 96 2. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 95  
3. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 89
4. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 89

5. Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - Jean-Marc Valée - 82
6. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 78
7. Philomena (Philomena) - Stephen Frears - 75
8. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 74

9. RoboCop (RoboCop) - José Padilha - 65
10. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 64
11. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 62 
12. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 62

13. Alemão - José Eduardo Belmonte - 35
14. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 34
15. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 25
 
16. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 22

quinta-feira, 27 de março de 2014

Histórias reais com ótimos atores, anyone?

Após um breve hiato, volto para falar dos filmes que eu vi no cinema, antes que a fila aumente muito! Não que eu tenha a falar muito deles, na verdade, talvez por isso venha enrolando. Normalmente quando eu já tenho coisas na cabeça pra falar eu venho seco pra escrever aqui. Com esses, entretanto...

Não que sejam ruins, muito pelo contrário. Mas são dois filmes que são carregados nas costas pelos seus atores principais, e é difícil falar muito mais do que isso.

Estou falando, é claro, de Philomena e Clube de Compras Dallas.

Philomena conta a história real de uma mãe (Judi Dench) em busca de seu filho, que foi entregue à adoção meio que à força quando a mulher, ainda jovem e grávida, passou a trabalhar em um convento em busca de abrigo. Para isso, ela tem a ajuda de um jornalista político (Steeve Coogan) com a carreira em crise, tendo que se voltar a "human interest stories".

E o filme, digamos assim, é exatamente isso. Não fosse a atuação estupenda da Judi Dench dificilmente receberia a atenção que recebeu. O roteiro e a direção são muito corretos, conseguindo uma agradável mistura de drama e comédia, mas é a Judi (e o Steve também, para sermos justos) que leva. o filme nas costas. Sua interpretação da humilde e aparentemente ingênua Philomena é magistral.



O filme ainda faz um breve estudo sobre a religião católica, principalmente com a idéia de perdão. Afinal, aos olhos da igreja, a mulher pecara ao ter engravidado de maneira não, digamos, tradicional. Aonde cabe o seu perdão? Deveria haver algum? Vindo de quem? E da mesma forma, o que Philomena deveria sentir ao ver que seu filho foi tirado de seus braços? Não teria ela também que aprender a perdoar? São em torno dessas perguntas que o filme se desenvolve, e é bem interessante como as coisas se desenrolam.



Clube de Compras Dallas conta a história (também real) de Ron Woodroof, um estereótipo de sulista que se vê contaminado com o vírus da AIDS em meados da década de 80, quando a doença ainda era novidade para muita gente. Diagnosticado inicialmente com apenas 30 dias de vida, Ron começa a procurar métodos alternativos para se manter vivo, o que acaba por criar uma pequena revolução.

O filme tem seu grande mérito na construção do personagem principal, que é interpretado com maestria por Matthew McConaughey. Começamos por ver um homem extremamente preconceituoso e agressivo, que devido as circunstâncias é obrigado a rever seus conceitos e mudar suas prioridades. Assim, é admirável a segurança e o controle com as quais o Matthew conduz seu complexo personagem. As mudanças são totalmente sutis e graduais, fazendo total sentido para o espectador - ajudando nisso também a direção firme e competente de Jean-Marc Vallée.



E a grande mudança pela qual passa o personagem de McConaughey é facilmente vista na relação com o personagem de Jared Leto, um travesti também contaminado. É fácil perceber que o personagem é criado justamente para fazer o eixo em volta do qual Ron faz sua trajetória. Se no começo vemos uma grande rejeição e agressividade, aos poucos vamos vendo uma relação de negócios florescendo entre os dois até que uma verdadeira amizade é criada - e nesse sentido é chave o momento onde, ao ver seu amigo travesti sendo hostilizado por um antigo amigo seu, Ron rapidamente decide tomar o lado de seu novo amigo.

E o filme também toca em uma questão bem importante, sobre as grandes companhias de medicamentos e suas estratégias para enfiar produtos nem tão eficientes assim no mercado. E se tratando de uma história real, é assustador como nem sempre podemos confiar na entidade que mais temos o costume de confiar, que é a medicina.

Dr. Eve Saks: We can make you comfortable.
Ron Woodroof: What? Hook me up to the morphine drip, let me fade on out? Nah. Sorry, lady, but I prefer to die with my boots on.


1. Nebraska (Nebraska) - Alexander Payne - 96 2. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 95  
3. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 89
4. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 89

5. Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club) - Jean-Marc Valée - 82
6. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 78

7. Philomena (Philomena) - Stephen Frears - 75
8. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 74  
9. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 64
10. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 62 
11. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 62
12. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 34
13. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 25

14. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 22

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nebraska

- Does he have Alzheimer's?
- No, he just believes what people tell him.
- That's too bad.


De tempos em tempos aparece um filme que se mostra tão delicado em sua composição e em seu tema que é impossível não se sensibilizar e entrar totalmente na história. Nebraska é um desses filmes. A nova produção de Alexander Payne tem a cara dos filmes dele: leve, mas ao mesmo tempo profundo, melancólico, reflexivo e acima de tudo, bonito. Mas se em alguns outros filmes alguma coisa ou outra parecesse meio off, em Nebraska tudo se encaixa perfeitamente, fazendo, na minha opinião, o melhor filme de 2013.

Fotografado em um preto e branco insosso, Nebraska não trata essa fotografia como um mero recurso estilístico. O preto e branco faz parte da história, pois assistimos à jornada de um velho homem voltando à sua cidade natal e reencontrando não apenas seus velhos amigos, como as velhas paisagens e, claro, suas velhas memórias. É uma visita à small town America, onde o tempo parece não passar, e é um convite para procurarmos conhecer melhor nossos antepassados. Pois apenas conhecendo nossos antepassados podemos realmente entender nossas origens e entender assim o mundo à nossa volta.

O filme segue um velho morador de Montana, Woody Grant (Bruce Dern), que acreditando ter ganho um prêmio de um milhão de dólares, decide ir até Nebraska coletar seu dinheiro, nem que para isso tenha que ir a pé. O prêmio, no entanto, é apenas uma óbvia jogada de marketing, o que lhe é dito a todo momento por sua família. Vendo, porém, que não haveria como dissuadir seu pai, o filho David Grant (Will Forte) resolve levá-lo de carro até o distante estado, aproveitando o momento a dois para se aproximar um pouco de seu distante progenitor. Ao sofrer um pequeno acidente no caminho, eles decidem passar o fim de semana na pequena cidade rural de Hawthorne, onde Woody nasceu e cresceu e onde o resto de sua família ainda vive.


É daqueles filmes que parecem extremamente simples, mas que escondem um tanto de sutilezas em seu (magnífico) roteiro. Assim, é impossível passar pelo filme sem parar um instante que seja para pensar em o que significa ser idoso nos dias de hoje, e que tipo de vida nossos pais e avós tem. E ao nos aproximar deles e ao conhecer o contexto de suas vidas, o filme de certa forma nos ajuda a entendê-los e a superar comportamentos e atitudes que nem sempre entendemos muito bem e que nos parece estranhos, lentos e fora de contexto.

Afinal, é isso que David inconscientemente busca ao se voluntariar para levar o pai até o Nebraska. E é uma coisa engraçada: quanto mais nos aproximamos de nossos pais, avós e antepassados em geral, mais percebemos o quanto nós somos ignorantes sobre eles. Há um post em um blog que eu adoro, que fala justamente sobre isso:

"But I also used the visit (to my grandmother) as an opportunity to do something I have not done nearly enough in my life—ask her questions about our family. I don’t know you, but I can almost guarantee that you don’t ask your grandparents (or older parents) enough questions about their lives and the lives of their parents. We’re all incredibly self-absorbed, and in being so, we forget to care about the context of the lives we’re so immersed in. We can use google to learn anything we want about world history and our country’s history, but our own personal history—which we really should know quite well—can only be accessed by asking questions."

Isso é uma grande verdade, pelo menos para a maioria de nós. Eu, por exemplo, devo saber apenas os nomes dos meus bisavôs. Sei pouquíssimas coisas além disso. E mesmo meus avós, que tiveram um grande papel na minha criação, tem muita coisa que eu não faço idéia. Raios, deve ter muita coisa que eu não sei até sobre a minha mãe. E todas essas pessoas muito provavelmente tiveram vidas interessantíssimas, ricas e cheias de particularidades e muito do que elas foram ou fizeram meio que definem o contexto onde eu fui criado e, dessa forma, definem o que eu sou e o que eu faço hoje.


Assim, é lindo ver a forma como pai e filho vão passando por várias situações que, ainda que causem conflito em muitas das vezes, tem o resultado inevitável de aproximar os dois. E não apenas os dois, já que também acabamos por conviver com a mãe de David, Kate Grant (June Squibb) e seu irmão bem sucedido Ross Grant (Bob Odenkirk - sim, o Saul). E ao nos aproximar dos personagens, passamos a entendê-los em toda sua complexidade. Assim, se Woody no começo do filme nos parece apenas um velho alcoólatra, teimoso e insensível, ao longo do filme vamos entendendo melhor o contexto de sua vida e suas motivações que nem sempre são tão mesquinhas quanto as vezes parecem ser. Na verdade descobrimos estarmos diante de um homem generoso e até muitas vezes ingênuo, mas que por n motivos acaba se perdendo em sua amargura - muito disso vindo de sua relação com o álcool, mesmo essa relação sendo relativizada ao entendermos que sua cidade natal orbita em volta de bares e que "todos ali começam muito cedo".


E eu tenho até dificuldade em começar a falar sobre as atuações. Poucas vezes eu vi atores criando personagens tão reais e tangíveis. O Woody de Bruce Dern é construído com tanto cuidado e autenticidade que é difícil dizer que estamos vendo um filme e não algo real. Sua atuação é fundamental para estabelecermos a profundidade do personagem. Assim, mesmo nos momentos em que Woody é mais irritante, vemos ali um traço de desconforto, como se aquela pessoa incômoda sentisse uma ponta de remorso por se mostrar assim. Por outro lado temos o contraponto da falante Kate, que nos ajuda a imaginar perfeitamente a relação do casal. Jane Squibb também faz um trabalho fantástico aqui: sua Kate é impressionantemente real. Acredito que todos nós podemos ver a Kate em uma tia ou avó, mais distante ou mais próxima que seja. E seu senso de humor, aaah...

...é demais. Porque o filme não se contenta em apenas criar reflexões profundas sobre a vida, o universo e tudo mais. Ele é engraçado pra caramba. Ele tem um humor fino, irônico, muitas vezes sutil, que levou o cinema inteiro às gargalhadas diversas vezes. Trabalhando nisso não temos apenas a (já excelente) dinâmica entre os pais e os dois filhos, mas temos toda uma caricatura de personagens (o irmão de Woody e o resto da família), responsáveis por cenas divertidíssimas.


Alexander Payne conseguiu fazer nesse filme o que tentou em Os Descendentes e não conseguiu. Um filme sensível e reflexivo e, surpreendemente, divertido. Eu não era um grande fã dos trabalhos dele, mas ele ganhou o meu respeito (não que ele ligue pro respeito de um pseudo cinéfilo cujo blog ninguém lê, óbvio). Nebraska tem, definitivamente, a minha torcida na disputa do Oscar.

(A não ser que 12 Anos de Escravidão me surpreenda muuuito, claro.)


1. Nebraska (Nebraska) - Alexander Payne - 10,0
2. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 10,0  
3. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 9,5
4. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 9,0
5. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 9,0  
6. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 8,5  
7. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 6,5
8. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 6,0  
9. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 6,0
10. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 4,0
11. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 2,5  
12. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 2,0













segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Caçadores de Fracassos

Eu acho extremamente difícil não gostar do George Clooney atuando. Mesmo nas vezes ele não faz um grande papel, o seu enorme carisma costuma ser o suficiente pra me prender em sua atuação. Quando o assunto é ele dirigindo, no entanto, seu carisma simplesmente não basta, é preciso algo mais. Nos dois filmes que eu havia visto com sua direção, esse algo mais estava lá, tanto em Boa Noite e Boa Sorte como no mais recente Tudo Pelo Poder.

Em Caçadores de Obras-Primas, infelizmente, esse algo a mais nem passou perto de suas mãos, muito pelo contrário. E olha que havia um elenco de peso pra fazerem as coisas darem certo. Nomes como Bill Murray, Matt Damon, Cate Blanchett, Jean Dujardin, além do próprio Clooney. E tudo em cima de um roteiro baseado em um livro que parece ser interessantíssimo.

Acompanhamos a história de Frank Stokes (Clooney), que durante a segunda guerra mundial recebe (ou, mais precisamente, reinvidica) a missão de resgatar milhares de obras de arte que correm um grande perigo de acabarem destruídas ou roubadas em uma Europa sendo devastada pela guerra. Sob o argumento de que vidas humanas vem e vão, mas que ao se perder sua cultura, suas realizações, sua história, seria como se esse povo nunca houvesse existido, Frank convoca vários especialistas para o ajudar na missão (Onze Homens e Um Segredo feelings) e partem para a guerra.

Mas nada no filme parece dar certo, a começar pelo roteiro, extremamente confuso e equivocado, tentando inserir comédia de maneira extremamente forçada e criando dramas que simplesmente não fazem sentido (em especial o trecho final). As atuações são todas muito divertidas, mas acabam perdendo o brilho em um filme confuso e sem ritmo.

Graças à direção que, bem, é desastrosa. O Clooney errou totalmente a mão aqui, de uma maneira até meio incompreensível pra um cara talentoso como ele. É como se ele estivesse trying too hard. Em quase todas as cenas temos um momento sentimental pseudo profundo, com uma trilha sonora crescendo e um ou outro diálogo que teoricamente deveria nos fazer pensar em como estamos vendo uma coisa inteligente. É simplesmente cansativo.

A direção falha ainda ao tentar estabelecer qualquer tipo de noção espacial. Em momento nenhum conseguimos ter certeza de onde os personagens estão. Mesmo com o uso artificial de mapas mostrados na tela, não é possível entender bem aonde cada um está. Primeiro eles estão juntos na Normandia, aí um aparece em outro lugar que só depois descobrimos ser Paris, aí vemos mais dois que parecem separados do grupo, mas não conseguimos bem acompanhar onde eles estão... é uma confusão.

Voltando ao papo das expectativas, era normal esperar um filme bom com nomes como os citados em seu elenco e staff. Caçadores de Obras-Primas tem alguns momentos divertidos e um tema interessante, mas se teve uma coisa que esses caçadores ficaram longe de alcançar foi, bem, uma Obra-Prima.

1. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 10,0    
2. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 9,5  
3. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 9,0
4. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 9,0    
5. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 8,5    
6. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 6,5  
7. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 6,0    
8. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 6,0
9. Caçadores de Obras-Primas (Monuments Men) - George Clooney - 4,0  
10. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 2,5    
11. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 2,0

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Trapaceando Expectativas

Ainda no clima de expectativas, o filme que eu mais esperava ver nesse começo de ano era Trapaça. Eu venho prestado atenção nos últimos trabalhos do diretor David O. Russell, que após uma sequência de trabalhos de pouca expressão (não vi nenhum deles) no final da década de 90 e começo dos anos 2000, vem com uma carreira ascendente com dois filmes excelentes desde 2010: O Vencedor e O Lado Bom da Vida.

  Se O Vencedor trazia Christian Bale e Amy Adams com os papéis princiais e O Lado Bom da Vida Bradley Cooper e Jennifer Lawrence (todos sendo indicados ao Oscar nessa brincadeira e com Bale e Lawrence ganhando), o novo trabalho de Russell prometia muito ao colocar os quatro atores frente a frente. Trazia ainda o duas vezes indicado ao Oscar Jeremy Renner junto com talvez o meu comediante favorito, Louie C.K. e um marketing forte, com diversos pôsteres divertidos, além de um dos trailers mais legais que eu já vi, que não diz nada sobre o filme mas é alucinantemente divertido.

Por tudo isso, eu acabei me frustrando um pouco quando finalmente vi o filme. Não achei ruim, mas sai do cinema extremamente decepcionado. Mas aí parei pra pensar, e desde então eu cheguei a conclusão de que estou sendo injusto com o filme. Trapaça é um filme muito bom. Tem seus problemas, e na minha opinião está um pouco abaixo tanto de O Lado Bom da Vida quanto de O Vencedor, mas é sim um filme muito bom.


O filme conta a história de um casal de trapaçeadores (Bale e Adams) que acabam sendo forçados a trabalhar com um agente do FBI insano (Cooper) tentando flagrar políticos (em especial o interpretado por Renner) corruptos e mafiosos em atividades ilícitas. Temos ainda a mulher do personagem interpretado por Bale (Lawrence), louca e imprevisível e o chefe do personagem de cooper, interpretado pelo Louie C.K., que sofre nas mãos de seu ambicioso subordinado.

  Tem bastante gente falando que o filme é uma grande homenagem ao Scorsese, e meio que é mesmo. Se o tema, as constantes narrações em off e uma trilha sonora marcante deixavam alguma dúvida, a ponta do Robert De Niro lá pelo meios do filme trata de resolvê-las. O que mais chama atenção no filme, porém, é o design de produção, extremamente caricato, estilizado e artificial, brincando com a própria idéia do filme de trapaças e disfarces.

E os personagens são divertidíssimos. Tanto o trapaceiro interpretado por Bale quanto o investigador interpretado por Cooper não se limitam a ser apenas uma caricatura, mas são personagens complexos e tridimensionais. Amy Adams também constrói uma personagem fantástica, que nunca sabemos o que está realmente pensando e o quanto de suas ações e demonstrações de sentimentos são genuínas ou forjadas - afinal, desde o começo sabemos o quanto ela é inteligente e trapaçeira. Jeremy Renner surge como o político bem intencionado que acaba sendo pego pelo agente de Cooper, que por sua vez ao longo do filme acaba se mostrando mais preocupado com sua carreira do que com seu ideal de justiça.

O ponto que destoa um pouco é a mulher interpretada por Jennifer Lawrence, que parece extremamente deslocada no papel. Não que ela esteja atuando mal - não está - mas, como eu li em algum lugar, ela foi extremamente mal escolhida para o papel, que pedia uma mulher mais velha. Ver ela atuando nesse filme com aquela cara de criança dava a impressão de ver uma menina brincando de interpretar uma mulher.

Então sim, eu gostei muito do filme. Mas ficou faltando alguma coisa que eu não sei bem o quê. O filme não me emocionou de maneira nenhuma e o final é um pouco previsível, ainda que seja divertido e dialogue bem com a máxima que transcorre o filme inteiro "people believe what they want to believe"

Vale pela diversão, pelas risadas e pelas atuações.

1. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) - Martin Scorsese - 10,0  
2. Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen) - Chris Buck, Jennifer Lee - 9,5
3. Uma Aventura Lego (The Lego Movie) - Phil Lord, Christopher Miller - 9,0
4. Trapaça (American Hustle) - David O. Russell - 9,0  
5. Ninfomaníaca (Nymphomaniac) - Lars Von Trier - 8,5  
6. Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game) - Gavin Hood - 6,5  
7. Confissões de Adolescente - Chris D'Amato, Daniel Filho - 6,0  
8. Jack Ryan: Operação Sombra (Jack Ryan: Shadow Recruit) - Kenneth Branagh - 6,0
9. O Herdeiro do Diabo (Devil's Due) - Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett - 2,5    
10. Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones) - Christopher Landon - 2,0

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Filme Sem Salt (ha!)

Sem sal não, medíocre.

Mais um filme de ação da
Angelina Jolie, cujos papeis de mulher-fodona-que-vai-te-enfiar-a-porrada-quer-você-queira-ou-não já encheram o saco. Dessa vez ela encarna uma agente da CIA, que é acusada de ser uma espiã russa. E a partir daí, como qualquer um já poderia prever, é uma correria alucinada pra se livrar das acusações (ou não) e salvar o marido e o mundo (por que não?).

E malditos 20 anos depois do fim da Guerra Fria, continuamos a ver essas histórias aonde os russos são colocados como vilões insensíveis que planejam destruir a América. Sério, galera, a maior parte da audiência desse filme (jovens) mal era nascida quando a Guerra Fria acabou. Vamos trocar esse disco. O filme ainda tenta lançar uma pequena trama na vilã da moda, a Coréia do Norte, que foi um dos pontos mais rasos do filme inteiro (e o resto do filme não é exatamente profundo).

A história e os personagens são totalmente sub-desenvolvidos. Vá lá que os produtores tinham a intenção de privilegiar as cenas de ação, mas num filme que tenta se levar a sério como esse, as cenas de ação sem um roteiro forte por trás soam totalmente frágeis. E não é nem como elas fossem boas o suficiente pra levar o filme nas costas. Não são.

As tais reviravoltas, que tanto encantam o público médio, são totalmente aleatórias. Sem o desenvolvimento necessário, elas ficaram totalmente forçadas e sem propósito. Como tentativas vãs de mantêr o filme dinâmico, mas que só serviram para fazer o vilão ser outro a cada 15 minutos de filme (o que é simplesmente irritante).


E eu sei que a Angelina Jolie tem uma grande base de fãs, e que eles me perdoem, mas ela simplesmente não me convence. Ela é sexy pra caralho, duh, mas o único papel decente que eu já vi ela fazendo foi em Garota Interrompida. De lá pra cá eu vejo ela fazendo sempre o mesmo personagem over and over.


O filme se arrasta nesse lenga lenga até o "final". Sim, aspas. Pois poucas vezes eu vi um final de filme tão patético quanto esse. Eu lembro que quando eu tava vendo e o filme flertou com a idéia de terminar eu pensei "nossa, seria muito engraçado se os roteiristas não soubessem mais o que fazer com o filme e resolvessem simplesmente terminar aqui". Créditos. Sério, cara, por que? Parece que depois de tantas reviravoltas imbecis os roteiristas se perderam e não sabiam mais o que fazer com o filme, então resolveram jogar a mulher no meio do mato e terminar tudo ali mesmo.


Mas do que estou reclamando? Melhor terminar ali mesmo do que gastar mais meia hora da minha paciência com reviravoltas imbecis e histórias mal contadas.

Direção: Philip Noyce
Ano: 2010
Link: IMDb

Nota: 38

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não Explode, Mas É um Bom Encontro

Esses filmes de ação com toques de comédia protagonizados por um casal que todo mundo sabe que terminam juntos no final do filme me pegaram pela última vez quando fui ver Caçador de Recompensas, com o Gerard Butler e a Jennifer Aniston, que é um dos piores filmes que eu vi nos últimos tempos. Não obstante, acabei indo vendo esse Encontro Explosivo (Knight and Day), com Tom Cruise e Cameron Diaz, que parecia seguir a mesma fórmula de ação e romance descompromissados.

E até que eu tive uma razoável surpresa. Não, não é um filmaaaço, mas sinceramente, alguém realmente esperava que fosse? É um filme simplesmente divertido, que vale o ingresso, principalmente se você for ao cinema em dia de semana, que é mais barato :D

O filme não se leva a sério em quase nenhum momento (os poucos momentos que o diretor, James Mangold, tenta impôr um tom mais sério ao filme, não por acaso, são os piores). Não existe nenhum tipo de compromisso com a realidade: o personagem do Cruise É uma espécie de "super homem", um super agente secreto, que não chega ao ponto de ter, sei lá, poderes especiais, mas é simplesmente apelativamente foda. E ele é FEITO pra ser assim, o diretor não tenta te convencer de que aquilo tudo possa ser real em momento algum. E é nisso que está o grande mérito do filme. É apenas entretenimento, cenas de ação bem pensadas e bem feitas (em sua maioria) e um romance/comédia clichê, sim, mas divertido.

Na verdade as cenas de ação são tão exageradas que, junto com esse tom de comédia, acabaram dando um tom de sátira ao filme, como se o diretor estivesse tentando satirizar aqueles filmes de ação que o mocinho sai no meio de um exército com uma metralhadora, mata todo mundo e não leva um tiro que seja. Não sei se foi mesmo a intenção do diretor, mas eu acredito que sim, principalmente se lembrarmos das cenas que o Cruise dopa a personagem da Cameron e só são mostrados pequenos flashs, como se ela tivesse acordado por alguns minutos, e em cada flash eles estão fugindo de uma maneira mais espetacularmente forçada que a outra. Foi uma boa sacada.

E bem, todo mundo reclama das atuações do Cruise num geral (nesse filme não foi diferente), mas eu acho ele um ótimo ator. Eu acho que ele deu o tom certo pro papel e senti uma boa química com a Diaz, mesmo eu não sendo um grande fã do trabalho dela.

Não, o final não é bom.


Direção: James Mangold
Ano: 2010
Link: IMDb

Nota: 72

P.S.: O poster americano, que eu botei aqui, é fodão. O brasileiro, não.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Eclipse

É. Eclipse.

É curioso como esse série de filmes baseados nos livros da Stephanie Meyer polariza os comentários. De um lado temos as tais "crepusculetes", que defendem os filmes com unhas e dentes, mesmo tendo como maior argumento coisas do tipo "ah o Jacob está um tesão!" ou "o Pattison é tdb!". Do outro, temos críticos simplesmente exagerados, que dizem que o filme é coisa de viado, garotas gordas de 13 anos e gente sem um pingo de inteligência, que avaliam o filme com a menor nota possível mesmo sem terem visto-o só pra média baixar.


Eu tento, com alguma dificuldade, me colocar entre esses dois pólos. Nem é uma maravilha, nem é coisa de viado e gente sem inteligência.


O filme é simplesmente uma merda. Na boa, simples assim. Mas quantos filmes por aí são uma merda e nos divertem? Eu, particularmente, achei um saco (e olha que eu costumo gostar de filme de romance mamão com açucar), mas eu entendo que algumas pessoas possam se divertir com ele. O que não faz o filme ser bom.


Mas por que o filme é essa merda toda? Basicamente, e esse é apenas o primeiros dos problemas, porque a história é ruim, e, não sendo o bastante, totalmente superficial. Não há nenhuma trama que não seja o tal triângulo amoroso entre a humana, o vampiro e o lobisomem (não acredito que escrevi uma frase dessas). As tramas paralelas são tão, digamos, paralelas e mal tratadas, que elas simplesmente se desmancham no ar ao menor toque.


Então temos, por enquanto, 3 filmes sobre um simples triângulo amoroso. Tudo bem, como eu disse, eu até gosto de romances. Mas não é por isso que eu vou engolir qualquer merda. A coisa simplesmente não funciona entre os três. Parece um texto escrito por garotas de 11 anos, quando elas começam a se interessar por esses assuntos mas ainda não tem, obviamente, o menor preparo para escrever algo. E eu não digo isso com o intuito de ofender ninguém, não estou dizendo que quem gosta tem a mentalidade de 11 anos, ou que a Stephanie Meyer é um cocô de escritora (eu não li os livros, fica a dica). Estou apenas dizendo que, nos filmes, o romance é tratado com uma superficialidade espantosa. É simplesmente raso. E quando temos uma série de filmes baseados nisso, acabamos por afundar num grande pote de merda.


Mas eu entendo quem curta. Essa superficialidade pode ter seus atrativos. É tipo, sei lá, ler um livro do Dan Brown, ou ver uma novela da Globo. É uma merda? É. Mas nem sempre estamos no clima de nos envolver com os personagens, de refletirmos sobre a mensagem que algo nos está passando ou de nos esforçarmos para entender o que não é óbvio. As vezes as pessoas preferem apenas "desligar" e curtir o momento, aproveitando uma história que tenha um quê de bonitinha. Nessas horas, a obviedade trabalha a favor.



"partiu ver quem consegue fazer o menor número de expressões em um filme??"

Sobre o filme em si, outro grande problema são as atuações. É chover no molhado, eu seeei. Todo mundo está cansado de saber que a Kristen Stewart não sensibiliza ninguém e que o Robert Pattison não é o novo James Dean. Mas não há como não mencionar o trabalho horroroso que eles fazem. Vá lá que o roteiro não ajuda nem um pouco, mas isso nunca pode ser vir de desculpa pra um ator que está procurando seu espaço. Os dois simplesmente não convencem em momento nenhum, e chegam a passar vergonha quando aparece, sei lá, a Dakota Fanning. O outro protagonista, o tal do Taylor Lautner até faz um trabalho mais razoável, mas também fica longe de brilhar.


O filme passa tipo 1h40 com basicamente diálogos. Bella/Edward, Bella/Jacob, Edward/Jacob. Ok, eu gosto de diálogos. Ajudam a construir os personagens, a trama (?), dão um toque de humor e fazem a gente pensar. Certo? Não aqui. Os diálogos poderiam ser interessantes com um pouco mais de desenvolvimento (juro), mas eles simplesmente não são. É tudo straightfoward demais. Não existe sutileza, não existem indiretas. Eu te amo. Eu não quero que você fique com ele. Eu quero que você fique comigo. Ele é um lobo babaca. A pele dele é fria, eu sou quente. Só vamos fazer sexo após o casamento. Jesus, quem se comunica assim? Vocês conhecem alguém que seja tão desprovido de sutileza desse jeito? Não me venha com o papo de "ah mas é um vampiro e um lobisomem, é claro que eles não podem ser normais", que não vai colar. O filme não flerta em momento nenhum com algo que pessoas reais poderiam se identificar. Não há discussão de idéias interessantes, não há reflexões sobre a condição humana perante a existência de seres sobrenaturais, não há nada além do óbvio ululante e dos desejos cretinos de uma (pré) adolescente.


Quando finalmente chega a ação, eu já estava meio sonolento. E não foi lá uma grande parte de ação, mas ver algumas cabeças destruídas depois de tanto tempo de bla bla bla acabou sendo relativamente agradável. Mas pelo puro prazer da destruição, porque, como eu falei anteriormente, a trama paralela podia muito bem ser deixada de lado. Eu até poderia tentar esmiuçar ela, mas seria vergonhoso. Mas é algo do tipo: uma vampira ruiva cria um vampiro pra criar um exército de vampiros pra destruir os vampiros que dominam um local pra primeira vampira poder matar o vampiro que matou o amante vampiro dela no primeiro (!) filme e a mulher que o amigo dela quis beber o sangue mais não conseguiu. Não estou brincando. E eu não sei o que diabos essa vampira ruiva ficou fazendo durante o segundo filme inteiro, provavelmente tirou férias e ficou aguardando a trama ridícula do segundo filme chegar ao fim.


Outro ponto que eu ainda não entendi é o motivo desses supostos gostosões serem tão apaixonados por essa Bella. Ela deve ser a personagem mais chata da história do cinema (ou da literatura, mas até aí eu não li o livro, pode ser que lá ela possua algumas nuances que melhorem isso). Mas no filme ela não esboça UM sorriso sincero, está sempre com aquela cara de quem cheirou algo e não gostou, não tem um papo minimamente interessante e passa o filme inteiro com aquele ar de prepotência ridículo. Parece ter sido feito sob medida pra garotas sem graça mundo a fora se identificarem e manterem a esperança de que mesmo elas sendo um saco, podem aparecer caras fodões pra lutar por ela. Se esse for o seu caso, fica a dica: não conte com isso. Sério. Dá uma animada aí, leia alguns livros interessantes, tenta fazer algumas piadas, trabalha nesse seu sorriso, porque se não fica foda.


Minha conclusão é que este é um filme medíocre, mas que pode vir a entreter mentes vazias (propositais ou não).

Direção: David Slade
Ano: 2010
Link: IMDb

Nota: 37

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lembranças (não ficam muitas)

Lembranças é o primeiro filme do "galã" Robert Pattinson pós série Crepúsculo. Confesso que eu não sabia muito bem o que esperar, pois embora ele não faça o melhor dos trabalhos na série, eu não posso dizer que ele seja o responsável pelo fracasso dos filmes (fracasso técnico, não comercial, obviamente). Da mesma forma, o trailer conseguiu chamar a minha atenção, não o suficiente pra ir ver por conta própria, mas o suficiente pra aceitar ver quando sua namorada insiste um pouquinho.

O filme conta a história de um jovem, Tyler Hawkins (Pattison), que vive sob a sombra do suicídio do irmão e de sua péssima relação com seu pai. Contracenando com ele temos a jovem Ally Craig (a linda Emilie de Ravin), que embora tenha uma personalidade bem diferente, também vive sob o peso de uma tragédia: o assassinato de sua mãe. Como elenco de apoio, pra dar uma segurada nos pontos aonde os jovens atores não dão conta do recado temos os veteranos Pierce Brosnan (como o pai de Tyler), Chris Cooper (pai de Ally) e Lena Olin (mãe de Tyler).

Sabe, o filme até podia não ser ruim. É o tipo de filme que tinha potencial, mas os roteiristas simplesmente fizeram as escolhas erradas. O personagem do Pattison poderia ser interessante, mas foi extremamente mal desenvolvido, soando totalmente forçado na maior parte das cenas (não que a eterna cara de blasé dele ajude muito nesse desenvolvimento - fora o exagero nas cenas dramáticas, como na reunião do pai dele). Ele soa um pouco como um Rebelde Sem Causa do século XXI, o que poderia ser bem interessante se fosse a idéia, mas não é. Em momento nenhum eu consegui me conectar com o personagem, sentir o drama dele, entender porque ele se sente daquela forma com o mundo, porque ele tem sua vida tão despedaçada.

O modo como ele conhece a Ally, por exemplo, foi ridícula, não precisava disso no filme. É como se eles tivesse feito isso apenas pra eles terem um motivo pra brigar sério no meio do filme. Sério, uma aposta? Não tinha nada menos clichê e irreal? Assim como a briga do Tyler com o pai dela no começo. Digo, as situações são forçadas demais para parecerem reais, e o que me chateia é que com um pouco mais de capricho as coisas poderiam ter funcionado bem.

Mas mesmo assim o filme consegue se manter bem, segurado pela direção correta do Coulter, mas aí quando chega no polêmico final a vontade que dá é de rir (de fato, boa parte do cinema gargalhou). Novamente, desnecessário na minha opinião. Não era preciso nem muito esforço pra criar uma idéia melhor, mais sutil e significativa. Digo, quando a aleatoriedade faz parte da idéia do filme tudo bem (vide Um Homem Sério), mas aqui a coisa soa totalmente out of place.

No final fica a impressão de uma idéia muito mal aproveitada, mas que ainda assim não chega a causar danos a quem resolver ver.

Direção: Allen Coulter
Ano: 2010
Link: IMDb

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Invictus

Eu sou recente com os trabalhos do Clint Eastwood. Já tinha visto As Pontes de Madison, mas isso tem uns 5 anos e confesso que pouca coisa ficou na minha cabeça. Mas esse mês eu entrei na vibe-clint e vi seus dois filmes oscareados, Menina de Ouro e Os Imperdoáveis. Que detonam. Semana passada, aproveitei a vibe pra ver seu novo filme, Invictus.

O filme narra ascensão de Nelson Mandela ao poder, e seu grande desafio de formar um país unido, com brancos e negros vivendo em paz. Para isso, Clint faz um recorte bem específico, mostrando como o líder sul-africano se utilizou do esporte que é a paixão nacional, o Rugby, para unir brancos e negros. Não que usar o esporte para unir a população em torno de um mesmo objetivo seja novidade para qualquer brasileiro ligeiramente bem informado (leia-se ditadura e o seu "Pra Frente Brasil").

O filme é muito bom, mas carece da consistência apresentada pelos filmes passados do Clint. Um ponto que me incomodou, por exemplo, foi o foco excessivo no recorte escolhido. Não que isso seja algo ruim, mas em diversas cenas temos a impressão que Mandela era meio bitolado, que ele estava, digamos, cagando e andando para os outros problemas (graves) do país, como a criminalidade, a economia, etc. Clint poderia ter simplesmente deixado isso de lado, já que não era o foco do filme, mas não, ele fez questão de botar a secretária do Mandela enchendo o saco dele a cada minuto sobre isso e o cara só queria saber de rugby. Um pouco forçado, eu diria.

Houve também algumas tentativas de dramatizar ainda mais o personagem do Mandela, mostrando como sua família era desestruturada. É feito todo um drama sobre isso em algumas cenas, como quando ele até DESISTE de sua caminhada diária só por terem perguntado sobre sua família ou em uma das poucas cenas que sua filha aparece, pra dar um fora nele sobre uma pulseira. E depois disso, o que temos? NADA. Nada mais é mencionado e resta ao espectador decidir se a vitória no rugby foi suficiente pra família fazer as pazes ou se tudo continuou uma grande merda.

O que mais me incomodou, porém, foi a falta de sutileza em muitas cenas do filme. Tipo a cena do avião: que porra foi aquela? Tentativa barata de criar um clima de suspense, sem a menor necessidade, sem a menor sutileza. E não é como se o Clint não soubesse ser sutil. A sequência do garotinho negro com os guardas ouvindo o jogo no rádio mostra bem do que o Clint é capaz. Foi a melhor cena do filme, by far.

De resto o filme se segura nas atuações do Morgan Freeman, que personificou o Mandela como poucos (seria legal ele ganhar o oscar de ator principal, sendo ele um eterno coadjuvante) e do Matt Damon, que se deu bem fugindo um pouco dos papéis nerds clássicos dele, dando a personalidade certa pro personagem do capitão do time de Rugby sul-africano, sem cometer o exagero de soar muito dramático ou carismático demais. O personagem ficou perfeitamente real nas mãos de Damon.

Destaco também as cenas de Rugby, muito bem gravadas. Quem gosta de filme de esporte sabe o quanto é difícil dotar as cenas de realismo. Clint obteve um grande êxito nesse ponto.

Um bom filme, mas confesso que esperava mais.

Direção: Clint Eastwood
Ano: 2009
Link: IMDb

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Contatos de 4º CUH!

Arg. Eu não costumo ser chato pra filmes, normalmente eu posso até achar um filme ruim (acontece com frequência), mas mesmo assim eu costumo me divirtir. O fato do filme ser ruim não costuma me deixar irritado.

Mas esse filme me irritou profundamente. Eu odeio quando um filme tenta martelar uma idéia na sua cabeça de todas as maneiras possíveis, e esse filme faz isso com uma intensidade que conseguiu me tirar do sério.

O filme narra alguns acontecimentos insólitos ocorridos na cidade de Nome (sim), no Alaska, há alguns anos atrás, aonde pessoas desapareciam sem aparente explicação, algumas mortes bizarras aconteceram até que uma psicóloga apareceu para o mundo dizendo que a cidade estava sendo alvo de abduções por ET's.

Vá lá, não seria um enredo tão ruim assim para um filme mediano de suspense. Na verdade, se o filme se atesse a contar essa história, ele não seria de todo ruim (não seria bom, mas seria divertido ao menos). Mas a coisa começa a complicar quando o filme tenta de qualquer maneira te convencer de que aquela baboseira toda aconteceu de verdade. Em um nível tão apelativo que a primeira cena do filme é a Mila Jovovich (que interpreta a tal psicóloga) contando como ela é uma atriz que estará interpretando não sei quem, e fazendo uma introdução sobre o filme. No fim da cena ela manda "No final, a escolha de acreditar ou não é toda sua".

My ass.

Não bastasse toda essa pressão, o filme inteiro é intercalado com supostas gravações reais, que teriam sido gravados durante os tais acontecimentos. Sério, papo de 75% das cenas serem intercaladas com essas gravações. Chega a um ridículo que no final eu cheguei a conclusão que o filme foi totalmente desnecessário. Afinal, se eles querem tanto que a gente acredite, porque não deixam apenas as gravações "originais"?

Tudo soaria como um documentário, é verdade, mas cacete, se eu quisesse realmente aprender sobre o caso, ou me decidir sobre se eu acredito em OVN's ou não, um documentário seria uma escolha muito mais apropriada. Mas não, eu estava ali para ver um filme, que me entretesse de alguma forma, seja contando uma história real ou não. Digo, caramba, quantos filmes baseados em histórias reais já foram feitos por aí sem essa palhaçada toda? Por causa disso eles se tornam menos críveis?

(Nem pretendo entrar no mérito de acreditar ou não. Sei lá po. Pode ser que seja verdade, vai saber, embora eu seja bem cético com essas coisas. Alguém me falou que uma televisão americana resolveu pesquisar sobre o assunto e constatou que boa parte daquilo tudo é forjado. Mas até aí acreditar ou não na tv americana se trata de uma escolha.)

Como eu disse, se não fosse esse pequeno grande problema, o filme até seria decente. Eu não sou um grande fã de filmes de suspense, dificilmente consigo me assutar com algo desse tipo, mas o filme mantém uma tensão, e gera alguns sustos genuínos.

"No final, a escolho a de acreditar ou não é toda sua"? Com todo esse martelamento, não é a impressão que fica.

Vale pela Milla Jovovich,
ô mulherzinha bonita, viu.

Direção: Olatunde Osunsanmi
Ano: 2009
Link: http://www.imdb.com/title/tt1220198/