Eu não acredito na felicidade nem na infelicidade como algo permanente, não aceito frases do tipo "eu sou feliz!" ou "minha vida é uma merda!", considerando-as ilusórias tanto pro bem quanto pro mal. O problema se dá basicamente no tempo verbal, ser ao invés de estar. Algo tão transitório quanto as vidas humanas deveriam raramente usar o verbo ser e usar muito mais o verbo estar.
Dessa forma, ninguém é feliz, mas está feliz, assimo, a vida de ninguém é uma merda, mas pode estar uma merda. Tempo. Ele resolve ou estraga tudo. A vida é dividida em eternas fases de humores variados, que duram tempos variados.
O ser humano foi amaldiçoado (ou abençoado) com o sentimento do tédio. Eu tenho uma noção schopanhauriana de vida, aonde nossas vidas se baseam em desejar, satisfazer-se, entediar-se e desejar de novo. Estamos eternamente fadados ao desejo, a nunca poder chegar ao nosso objetivo e aproveitá-lo pelo resto de nossas vidas, mas a sempre desejar mais e mais, numa corrida viciante e alucinada até o único ponto certo que é a morte.
(Alguns argumentarão que isso é algo benéfico, pois previne a estabilidade excessiva do homem, fazendo com que ele sempre busque coisas novas, sempre procure inovações que não permitirão que a evolução humana pare no tempo. Não discuto a veracidade disso, mas discuto o valor. Não tenho muita confiança na evolução humana pois ela parece só alimentar a infelicidade humana. De qualquer forma, o estado de natureza rousseariano me soa muito mais agradável. Sei lá.)
Escrevo toda essa ladainha não sei por que motivo, pois a única coisa que eu tinha a dizer era: eu estou feliz. É bom quando a vida começa a dar certo e tudo vai bem, em todos os campos. Raros são esses momentos, e (como explicado acima) eu sei que amanhã tudo já pode estar diferente, por isso queria deixar isso registrado aqui. Talvez, num momento de infelicidade futuro, eu possa ler isso e voltar a acreditar um pouco mais em minha vida.
domingo, 24 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Jesus Cristo!
...as aulas estão chegando!
É engraçado (?) como eu parei no tempo. Enquanto a maioria dos meus amigos já estão trabalhando ou se preocupando em trabalhar, eu ainda estou aqui desesperado porque as aulas irão começar.
Meu desespero, porém, tem motivo: eu não estudo há malditos 10 meses (não que eu tenha estudado de verdade antes disso, mas enfim). A idéia de voltar pro meio da confusão, do cansaço e do estresse não é lá muito agradável. Ter que manter um horário, ter que parar pra estudar, ler milhares de textos, me preocupar com prazos, fazer trabalhos, aturar pessoas chatas e professores escrotos.
Mas, como as moedas sempre tem dois lados, essa idéia também vem acompanhada de um pálido otimismo. Aquela apreensão gostosa, como quem aguarda impacientemente pela final de um campeonato, a esperança de que agora tudo vai dar certo e a certeza que eu estou disposto a fazer tudo acontecer.
Ainda assim, escrevo tudo isso pra dizer o óbvio: estou nervoso. Não gosto de primeiros dias de aula e demoro pra me adaptar a uma nova faculdade (e acreditem, eu tenho experiência nisso). A idéia chave porém, é essa experiência. Já passei por muita coisa nessas 3 faculdades que estudei e tudo isso ajuda nessas horas. Acredito que tudo isso conta e que hoje em dia não terei tanta dificuldade assim.
Que venha a PUC!
É engraçado (?) como eu parei no tempo. Enquanto a maioria dos meus amigos já estão trabalhando ou se preocupando em trabalhar, eu ainda estou aqui desesperado porque as aulas irão começar.
Meu desespero, porém, tem motivo: eu não estudo há malditos 10 meses (não que eu tenha estudado de verdade antes disso, mas enfim). A idéia de voltar pro meio da confusão, do cansaço e do estresse não é lá muito agradável. Ter que manter um horário, ter que parar pra estudar, ler milhares de textos, me preocupar com prazos, fazer trabalhos, aturar pessoas chatas e professores escrotos.
Mas, como as moedas sempre tem dois lados, essa idéia também vem acompanhada de um pálido otimismo. Aquela apreensão gostosa, como quem aguarda impacientemente pela final de um campeonato, a esperança de que agora tudo vai dar certo e a certeza que eu estou disposto a fazer tudo acontecer.
Ainda assim, escrevo tudo isso pra dizer o óbvio: estou nervoso. Não gosto de primeiros dias de aula e demoro pra me adaptar a uma nova faculdade (e acreditem, eu tenho experiência nisso). A idéia chave porém, é essa experiência. Já passei por muita coisa nessas 3 faculdades que estudei e tudo isso ajuda nessas horas. Acredito que tudo isso conta e que hoje em dia não terei tanta dificuldade assim.
Que venha a PUC!
sábado, 2 de agosto de 2008
Sobre Dentistas
Dentista é uma parada bizarra. Ninguém gosta (exceto os próprios dentistas, suponho). Eu não me lembro a última vez que eu comentei que precisava ir ao dentista e a pessoa não respondesse "odeio dentista!". Já virou lugar comum. Todo mundo odeia dentista, e ponto. Eu era uma exceção, antigamente. Quando criança, adorava ir ao dentista. Eles passavam umas pastas gostosas no dente e depois aqueles fluores com gostos engraçados. Era divertido, eu gostava mesmo.
Hoje em dia, porém, eu me junto ao coro. Odeio dentista.
Uma das coisas que mais me irritam nos dentistas é quando eles resolvem conversar com você durante a consulta. Digo, durante mesmo. Você lá com a boca aberta que nem um retardado e a mulher perguntando sobre sua faculdade, sobre sua tia, sobre que merda for, e você, sempre tentando ser educado, se esforçando pra responder sem fechar a boca, grunhindo coisas completamente sem sentido como "eu aho irhoia a uhi" ou "inha ia hai uiro hem", as quais sua dentista não entenderá porcaria nenhuma mas, também sempre educadamente, responderá um "huuum", ou qualquer idiotice do gênero.
Também nunca entendi porque os dentistas tem tantos instrumentos diferentes. É incrível, aquela mesinha deles é entulhada de objetos metálicos, dos quais 98% você não consegue conceber pra que diabos serviria. Mas o dentista sabe, sempre, e com certeza usará o maior número possível deles pra te torturar.
Sério, que merda é aquela de sugador? Que coisa mais esquisita e desagradável. E quando o dentista maldito passa uma daquelas milhares de coisas afiadas no seu dente, que dá uma agonia ensandecida, como se milhares de gatos estivessem arrastando suas unhas pacientemente num quadro negro? Tenso.
E isso porque eu nem quero entrar na discussão da dor, porque invariavelmente dói pra caralho.
Esse post tem o simples intuito de demonstrar a minha insatisfação por ter botado o aparelho e estar sendo obrigado a me alimentar de purê de batata e sorvete.
Hoje em dia, porém, eu me junto ao coro. Odeio dentista.
Uma das coisas que mais me irritam nos dentistas é quando eles resolvem conversar com você durante a consulta. Digo, durante mesmo. Você lá com a boca aberta que nem um retardado e a mulher perguntando sobre sua faculdade, sobre sua tia, sobre que merda for, e você, sempre tentando ser educado, se esforçando pra responder sem fechar a boca, grunhindo coisas completamente sem sentido como "eu aho irhoia a uhi" ou "inha ia hai uiro hem", as quais sua dentista não entenderá porcaria nenhuma mas, também sempre educadamente, responderá um "huuum", ou qualquer idiotice do gênero.
Também nunca entendi porque os dentistas tem tantos instrumentos diferentes. É incrível, aquela mesinha deles é entulhada de objetos metálicos, dos quais 98% você não consegue conceber pra que diabos serviria. Mas o dentista sabe, sempre, e com certeza usará o maior número possível deles pra te torturar.
Sério, que merda é aquela de sugador? Que coisa mais esquisita e desagradável. E quando o dentista maldito passa uma daquelas milhares de coisas afiadas no seu dente, que dá uma agonia ensandecida, como se milhares de gatos estivessem arrastando suas unhas pacientemente num quadro negro? Tenso.
E isso porque eu nem quero entrar na discussão da dor, porque invariavelmente dói pra caralho.
Esse post tem o simples intuito de demonstrar a minha insatisfação por ter botado o aparelho e estar sendo obrigado a me alimentar de purê de batata e sorvete.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Capitalismos
Pra não ficar sem atualizar isso, visto que nenhum assunto floresce em minha mente no presente momento, eis uma piada, ou texto humorístico (ou não), ou whatever you wanna call it:
Amanhã eu atualizo isso com algo menos imbecil.
Os Diferentes Tipos de Capitalismo
CAPITALISMO IDEAL: Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!
CAPITALISMO AMERICANO : Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre.
CAPITALISMO JAPONÊS: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO: Você tem duas vacas. Ambas são loucas.
CAPITALISMO HOLANDÊS: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.
CAPITALISMO ALEMÃO: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de qualidade, quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem 5 vacas. Conta de novo e vê que tem 42 vacas. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodka.
CAPITALISMO SUÍÇO: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL: Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce...
CAPITALISMO HINDU: Você tem duas vacas. E ai de quem tocar nelas.
CAPITALISMO ARGENTINO: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas a mugirem em inglês... As vacas morrem. Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI.
CAPITALISMO BRASILEIRO: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV - Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e lhe autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo: Leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas. E para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...
CAPITALISMO EIKE BATISTA: Você não tem nenhuma vaca. Vende para um fundo de pensão americano 30% da Centennial Cow LLC por US$1 bilhão de dólares, e compra 1 milhão de vacas por R$ 1.000 reais cada. Você contrata a melhor equipe de engenharia genética do país por US$ 5 milhões de dólares por ano, e estima que os netos das vacas valerão R$ 8.000 cada. Faz um business plan no melhor Power Point e vende 20% da COWX no maior IPO da história, por US$ 10 bilhões. No final você tem 56% da COWX, empresa que vale R$ 80 bilhões na Bovespa, já com a promessa de liderar a consolidação do mercado global de carne. Aparece entre os top 50 da Fortune e avisa Bill Gates que está chegando!
Amanhã eu atualizo isso com algo menos imbecil.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Chega!
Cansado de adiar indefinidamente a atualização do seu blog não apenas por estar sem assunto mas por estar com uma falta de inspiração e disposição que deixaria qualquer escritor falido com inveja?
Eu também!
Então chega, eis a solução para nossos problemas: comece a escrever! Não tem o que dizer? Não importa! Apenas escreva e acredite que tudo ficará bem, o céu voltará a ficar azul e sua cabeça se sentirá mais leve. Saca aquele papo de "enfrente seus problemas de frente"? Por aí.
Yeah! Go for it, man, jump off the high dive, stare down the barrel of gun, pee into the wind!
Esses últimos dias tem sido um tanto entediantes, minha paciência para filmes e música diminuiu consideravelmente e para piorar o meu time resolveu jogar mal, o que sempre deixa tudo mais triste. Devo dizer porém que tal nível de tédio me ajudou a despertar certos hábitos que permaneciam especialmente adormecidos esse ano, e eu estou me referindo obviamente ao agradável hábito da leitura.
Terminei finalmente o Jangada de Pedra, do sempre genial Saramago. Chega um ponto nas nossas vidas literárias que a gente passa a não dar mais tanta importância para a história em si e começa a se ligar mais no estilo. Algo como roteiro/direção, se você prefere cinema. Mas como eu ia dizendo, quando se trata de estilo, Saramago é incomparável pra mim. E, de qualquer forma, suas histórias, algumas vezes perturbadoras, outras surreais, mas sempre muito irônicas e questionadoras, não costumam decepcionar.
No caso desse livro, é a história fictícia, claro, de quando a Península Ibérica se separou do resto da Europa, por motivos quaisquer, e começou a navegar pelo Atlântico. Dentro desse contexto bizarro e surreal, Saramago conta a história de 5 pessoas (e um cão), cada um com sua característica também surreal, que passam a viajar pela juntos pela península. O livro também serve como exercício de imaginação, principalmente pra quem gosta de relações internacionais (como eu), pois as vezes a gente não percebe o quanto uma mudança geográfica pode influenciar toda a vida de uma população, economicamente, politicamente e culturalmente falando.
Um dos melhores livros dele que eu já li, e isso é muito.
Mas é claro que o meu despertar para a literatura não se resumiu a terminar esse livro do Saramago, seria pouco. Li também O Condenado, de outro escrito muito bacana, o Cornwell. E embora o estilo do Cornwell seja inconfundível também, esse livro é um bem diferente, não sendo medieval e não sendo permeado por batalhas épicas. É uma investigação policial no melhor estilo Agatha Christie.
Cornwell tem o dom de fazer personagens carismáticos e isso fica claro nesse livro, sendo o ponto alto dele. De qualquer forma, o livro é muito divertido, é daqueles que você lê em alguns dias e sente falta quando termina.
E também comecei a ler o Senhor dos Anéis, como eu disse que faria. Confesso que eu lembrava do livro sendo meio chato, mas to me supreendendo, mó legal! Não to largando ele pra nada. Mas o Tolkien era um cara meio exagerado, eu fico me perguntando o que uma pessoa que não tenha a menor noção sobre a história se sentiria lendo esse livro. Ele joga milhares de nomes de pessoas e lugares que a maioria deles nem eu que faço parte de um fórum sobre as obras dele conheço ou sei do que se trata. Acho que a idéia é deixar esses detalhes de lado, com o tempo você se acostuma com eles, anyway.
Mas para lhes ser totalmente sincero, embora ande sem paciência pra filmes, eu até que vi dois esses dias. Os Infiltrados e As Horas. O primeiro eu já tinha visto e gostado, o segundo eu vi pela primeira vez e achei meio chato. Mas é daqueles filmes que você tem que pensar e confesso que eu não estava no clima certo pra muitas indagações, o que volta com a idéia de que eu ando sem paciência pra filmes.
E em tempo, Vandinho? Sinto cheiro de um novo Souza ou (medo) um novo Dimba. Mas bem, só vendo hein. Espero queimar minha língua.
Eu também!
Então chega, eis a solução para nossos problemas: comece a escrever! Não tem o que dizer? Não importa! Apenas escreva e acredite que tudo ficará bem, o céu voltará a ficar azul e sua cabeça se sentirá mais leve. Saca aquele papo de "enfrente seus problemas de frente"? Por aí.
Yeah! Go for it, man, jump off the high dive, stare down the barrel of gun, pee into the wind!
Esses últimos dias tem sido um tanto entediantes, minha paciência para filmes e música diminuiu consideravelmente e para piorar o meu time resolveu jogar mal, o que sempre deixa tudo mais triste. Devo dizer porém que tal nível de tédio me ajudou a despertar certos hábitos que permaneciam especialmente adormecidos esse ano, e eu estou me referindo obviamente ao agradável hábito da leitura.
Terminei finalmente o Jangada de Pedra, do sempre genial Saramago. Chega um ponto nas nossas vidas literárias que a gente passa a não dar mais tanta importância para a história em si e começa a se ligar mais no estilo. Algo como roteiro/direção, se você prefere cinema. Mas como eu ia dizendo, quando se trata de estilo, Saramago é incomparável pra mim. E, de qualquer forma, suas histórias, algumas vezes perturbadoras, outras surreais, mas sempre muito irônicas e questionadoras, não costumam decepcionar.
No caso desse livro, é a história fictícia, claro, de quando a Península Ibérica se separou do resto da Europa, por motivos quaisquer, e começou a navegar pelo Atlântico. Dentro desse contexto bizarro e surreal, Saramago conta a história de 5 pessoas (e um cão), cada um com sua característica também surreal, que passam a viajar pela juntos pela península. O livro também serve como exercício de imaginação, principalmente pra quem gosta de relações internacionais (como eu), pois as vezes a gente não percebe o quanto uma mudança geográfica pode influenciar toda a vida de uma população, economicamente, politicamente e culturalmente falando.
Um dos melhores livros dele que eu já li, e isso é muito.
Mas é claro que o meu despertar para a literatura não se resumiu a terminar esse livro do Saramago, seria pouco. Li também O Condenado, de outro escrito muito bacana, o Cornwell. E embora o estilo do Cornwell seja inconfundível também, esse livro é um bem diferente, não sendo medieval e não sendo permeado por batalhas épicas. É uma investigação policial no melhor estilo Agatha Christie.
Cornwell tem o dom de fazer personagens carismáticos e isso fica claro nesse livro, sendo o ponto alto dele. De qualquer forma, o livro é muito divertido, é daqueles que você lê em alguns dias e sente falta quando termina.
E também comecei a ler o Senhor dos Anéis, como eu disse que faria. Confesso que eu lembrava do livro sendo meio chato, mas to me supreendendo, mó legal! Não to largando ele pra nada. Mas o Tolkien era um cara meio exagerado, eu fico me perguntando o que uma pessoa que não tenha a menor noção sobre a história se sentiria lendo esse livro. Ele joga milhares de nomes de pessoas e lugares que a maioria deles nem eu que faço parte de um fórum sobre as obras dele conheço ou sei do que se trata. Acho que a idéia é deixar esses detalhes de lado, com o tempo você se acostuma com eles, anyway.
Mas para lhes ser totalmente sincero, embora ande sem paciência pra filmes, eu até que vi dois esses dias. Os Infiltrados e As Horas. O primeiro eu já tinha visto e gostado, o segundo eu vi pela primeira vez e achei meio chato. Mas é daqueles filmes que você tem que pensar e confesso que eu não estava no clima certo pra muitas indagações, o que volta com a idéia de que eu ando sem paciência pra filmes.
E em tempo, Vandinho? Sinto cheiro de um novo Souza ou (medo) um novo Dimba. Mas bem, só vendo hein. Espero queimar minha língua.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Em outras notícias...
...esse blog não morreu. É sério, não faça essa cara de DESCRENÇA. Isso me ofende.
Passar bem.
Passar bem.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Queda de Rendimento
Um ponto em nove disputados nas últimas três partidas. Pouco pra quem quer ser campeão, mas a queda de rendimento viria eventualmente. E o time ainda não está jogando mal, jogou o suficiente pra vencer os 3 jogos, mas simplesmente não aconteceu.
Não gostei do empate, mas podia ser pior. De qualquer forma, ainda estamos na liderança (não acho que o Grêmio vença o Figueira amanhã) e no fundo é como o Caio Júnior diz, a liderança nesse momento não vale nada, o importante é ficar nesse bolo de cima da tabela até as últimas rodadas. Até porque esse tá com cara de ser o campeonato mais equilibrado da era dos pontos corridos.
Flamengo não jogou muito bem novamente, e contou com a sorte dos erros da arbitragem (que errou pros dois lados, mas favoreceu mais o Flamengo realmente), mas eu pelo menos fiquei feliz com um fato: O Flamengo jogou como Flamengo. Não abdicou do ataque em momento nenhum e mesmo com um jogador a menos teve muito mais posse de bola que a Lusa e levou muito mais perigo.
Mas um time que tem a ambição de ser campeão brasileiro não pode fazer dois pênaltis tão bobos que nem nesse jogo. Ambos foram ridículos, totalmente sem necessidade. Aquele pênalti que o jogador tá na cara do gol e o zagueiro é obrigado a derrubá-lo é totalmente compreensível, mas não foi o caso em nenhum dos lances. Da mesma forma, o Ibson não pode perder dois pênaltis no final do jogo da maneira que perdeu. Perdeu o primeiro, não tá confiante? Deixa que outro jogador bata. Maldito filho do IB!
E principalmente, um time que tem a ambição de ser campeão brasileiro não pode ter um jogador expulso de maneira tão infantil. Tardelli vinha jogando bem até, mas jogou por água a baixo todo o trabalho do time com aquela expulsão imbecil.
(Em tempo, o Sérgio se adiantou tanto na segunda cobrança quanto tinha se adiantado na primeira. Se é pra marcar tudo, é pra marcar tudo. Mas também não tenho porque reclamar da arbitragem nesse jogo, enfim. E o Fábio Luciano fez sua pior partida com a camisa rubro negra.)
Não gostei do empate, mas podia ser pior. De qualquer forma, ainda estamos na liderança (não acho que o Grêmio vença o Figueira amanhã) e no fundo é como o Caio Júnior diz, a liderança nesse momento não vale nada, o importante é ficar nesse bolo de cima da tabela até as últimas rodadas. Até porque esse tá com cara de ser o campeonato mais equilibrado da era dos pontos corridos.
Flamengo não jogou muito bem novamente, e contou com a sorte dos erros da arbitragem (que errou pros dois lados, mas favoreceu mais o Flamengo realmente), mas eu pelo menos fiquei feliz com um fato: O Flamengo jogou como Flamengo. Não abdicou do ataque em momento nenhum e mesmo com um jogador a menos teve muito mais posse de bola que a Lusa e levou muito mais perigo.
Mas um time que tem a ambição de ser campeão brasileiro não pode fazer dois pênaltis tão bobos que nem nesse jogo. Ambos foram ridículos, totalmente sem necessidade. Aquele pênalti que o jogador tá na cara do gol e o zagueiro é obrigado a derrubá-lo é totalmente compreensível, mas não foi o caso em nenhum dos lances. Da mesma forma, o Ibson não pode perder dois pênaltis no final do jogo da maneira que perdeu. Perdeu o primeiro, não tá confiante? Deixa que outro jogador bata. Maldito filho do IB!
E principalmente, um time que tem a ambição de ser campeão brasileiro não pode ter um jogador expulso de maneira tão infantil. Tardelli vinha jogando bem até, mas jogou por água a baixo todo o trabalho do time com aquela expulsão imbecil.
(Em tempo, o Sérgio se adiantou tanto na segunda cobrança quanto tinha se adiantado na primeira. Se é pra marcar tudo, é pra marcar tudo. Mas também não tenho porque reclamar da arbitragem nesse jogo, enfim. E o Fábio Luciano fez sua pior partida com a camisa rubro negra.)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Hamburgures x Filmes
Mas uma semana começando e ainda não me decidi se o destaque do fim de semana foi o hamburguer de sábado à noite ou o filme de sábado de madrugada.
Se você é daqueles que quanto maior o sanduíche, melhor, então o destaque certamente vai pro hamburguer, degustado no pouco conhecido B-52, em Botafogo. Começando pelo nome: Monster Burguer. Não é exagero. É algo realmente monstruoso. Me matei pra comer tudo, mas não aguentei as batatas, que também vem em grade número. Mas deixando de lado a questão do tamanho, é um ótimo hamburguer. também ressalto o molho que eu escolhi, de gorgonzola, mó bom.
Mudando um pouco o assunto para algo menos "oi eu sou guloso", o filme merece comentários também, pois entrou no meu top 3 filmes de máfia, ao lado de O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros. Era Uma Vez na América é o nome, dirigido pelo Sergio Leone. A história por si só já é super legal, nada que fuja muito dos temas normais a filme de máfia, mas a questão aqui é que o foco está nos personagens e nas relações entre eles e não nos fatos. Não há um grande roubo, um grande esquema, uma grande trama política, o filme todo se baseia na interação dos personagens, trazendo os temas de amizade, traição, amor e redenção à tona.
A direção do Leone é brilhante. Ele tem um dom de fazer cenas marcantes, daquelas que emocionam e ficam na sua cabeça por horas, das mais banais às mais importantes. O que me chamou a atenção na direção é que ela é muito simples, muito óbvia, até clichê em alguns momentos, mas ela tem um bom gosto tão grande que tudo parece muito mais elaborado do que realmente é.
Único porém é que são 4h de filme. Eu acho bem legal filmes longos assim, eu admiro a ousadia, mas tenho um sério problema em ficar na frente da tv por tanto tempo, então tive que dar uma pausa no meio desse. Mas ao contrário de alguns filmes, tipo Magnólia, o filme não perde o andamento e não fica cansativo demais em nenhum momento. Afinal, são 5 décadas de história em um filme, acho que a duração ficou até de bom tamanho.
Algumas considerações:
- O De Niro está nos 3 filmes do meu top 3 filmes de máfia.
- Minha namorada muito perspicazmente descobriu que a garotinha que interpretou a jovem Deborah era a futura estrela Jennifer Connelly, com seus 12 aninhos.
- Joe Pesci faz uma ponta ridícula nesse filme. Ele aparece em, tipo, duas cenas.
- A cena do doce, onde o garoto tenta se decidir entre uma prostituta (virar homem) ou um doce (continuar criança) é uma das cenas mais perfeitas da história do cinema.
- A Jennifer Connelly já era linda com 12 anos de idade.
- Eu não sou pedófilo.
________________________
Engraçado como essas coisas que eu escrevi aí em cima deveriam ter sido postadas há uns dois dias, mas a gente tem assistido tantos filmes que eu não tive tempo de atualizar isso, aí foi acumulando. Na verdade daqui a pouco eu vou ser obrigado a botar aquele já manjado template com uma pipoca lá em cima, pois parece que eu só falo de cinema, o que não é de maneira nenhuma uma coisa ruim, mas não era o objetivo inicial desse blog, não que houvesse algum.
De qualquer forma, eu não gosto de deixar filmes sem comentários, até porque todos os vistos esses dias foram muito bons, portanto, dois pontos:
Marcas da Violência: Eu gostei desse, mas acho que poderia ser bem melhor. De certa forma, também é um filme de máfia, embora seja contado do lado de fora, do lado do mafioso que foi obrigado a fugir e se exilar por algum motivo qualquer, passando a viver como um simples pai de família, trabalhando em um café. No caso, o mafioso é interpretado pelo Viggo Mortensen, eterno Aragorn, que nos traz uma atuação sólida o suficiente pra você realmente acreditar que ele não é um mafioso. O que aliás é muito bem reforçado pelo roteiro, pois a mudança de mafioso fodão para pacato pai de família é tão forte pro personagem que ele mesmo parece acreditar que o passado dele não existia.
Gostei da direção, o filme tem um todo um clima de suspense excelente. Eu não costumo ficar muito tenso em filmes, mas esse me deixou bem tenso em algumas partes. Tem umas cenas bem violentas e umas cenas de sexo bem safadas.
A questão que deixou o filme mais baixo no meu conceito foi o roteiro. O filme é excelente até a metade, que aliás é o clímax. Depois a história se perde e tudo parece meio jogado, meio sem sentido, até chegar num final que é tão aberto e abrupto que você pode imaginar qualquer coisa daquilo.
Encontros e Desencontros: Esse, por outro lado, de máfia não tem nada. Já havia visto esse filme há uns dois anos atrás, e confesso que não tinha gostado. Não tinha entendido nada da história, tudo me pareceu sem sentido e mal desenvolvido.
Felizmente o meu senso crítico melhorou um tanto de lá pra cá, dessa vez eu entendi muito bem tudo e amei o filme. Não que seja um filme muito complicado, mas não é exatamente convencional. O roteiro é até bem simples, é a história de uma jovem mulher (Scarlett Johansson, mais linda do que nunca) e um homem de meia idade (Bill Murray) que se conhecem em um hotel no Japão e começam a viver uma grande amizade/romance.
O grande ponto desse filme é a sutileza. Não há grandes diálogos (propositalmente), as conversas entre os protagonistas são em sua maioria bem genéricas e não elaboradas. Eles não tem muita coisa em comum, mas ainda assim eles se identificam completamente um com o outro e você consegue sentir isso perfeitamente com a direção da Sofia Coppola e com a atuação dos dois, que estão perfeitos em seus papéis.
Assim, é incrível. Você pode perceber como os dois estão completamente deslocados, não apenas por estarem em um país super diferente, mas em relação a tudo. Em relação as pessoas que eles encontram, aos lugares que eles visitam, enfim, em relação ao mundo. E é lindo ver como eles se acham naquele lugar estranho e logo se identificam.
Outro ponto legal é que o filme não parte pra idéia clássica de "Sexo, Beijos, Amor", etc, tanto que só há um beijo, e mesmo assim apenas no final. É tudo menos carnal, mais voltado pro sentimento entre os personagens, como se eles se apaixonassem e isso realmente não tivesse nada a ver com a aparência, ou qualquer tipo de desejo sexual. É uma forma do filme mostrar que o amor é mais que isso.
Eu fiquei surpreso com a direção da Sofia, pois odiei Maria Antonieta. Mas aqui a direção é excelente, mostrando perfeitamente a monotonia e o deslocamento dos personagens. O roteiro, também dela, é outro primor, por tudo que foi falado acima.
De certa forma me lembrou de Antes do Amanhecer, embora ambos sejam também bastante diferentes. Mas no fundo ambos retratam muito bem e de uma maneira simples e verdadeira a idéia do amor, ao contrário da maioria dos romances que existem por aí.
Sangue Negro: Muito bom também. Tem um dos personagens mais interessantes que apareceram por aí ultimamente, o protagonista, interpretado brilhantemente pelo Daniel Day-Lewis. Sério, se teve um ator que mereceu esse Oscar, foi ele. O outro Oscar ganho por Sangue Negro foi o de fotografia, que foi também muito merecido.
Porém, ao contrário de muitos, não acho que deveria ter ganho o Oscar. Mas eu também não acho que Onde Os Fracos Não Tem Vez mereceu. Agora que já vi os 5 filmes indicados, eu botaria eles na seguinte ordem, decrescente:
1. Desejo e Reparação
2. Conduta de Risco
3. Sangue Negro
4. Juno
5. Onde Os Fracos Não Tem Vez
Fico por aqui.
Se você é daqueles que quanto maior o sanduíche, melhor, então o destaque certamente vai pro hamburguer, degustado no pouco conhecido B-52, em Botafogo. Começando pelo nome: Monster Burguer. Não é exagero. É algo realmente monstruoso. Me matei pra comer tudo, mas não aguentei as batatas, que também vem em grade número. Mas deixando de lado a questão do tamanho, é um ótimo hamburguer. também ressalto o molho que eu escolhi, de gorgonzola, mó bom.
Mudando um pouco o assunto para algo menos "oi eu sou guloso", o filme merece comentários também, pois entrou no meu top 3 filmes de máfia, ao lado de O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros. Era Uma Vez na América é o nome, dirigido pelo Sergio Leone. A história por si só já é super legal, nada que fuja muito dos temas normais a filme de máfia, mas a questão aqui é que o foco está nos personagens e nas relações entre eles e não nos fatos. Não há um grande roubo, um grande esquema, uma grande trama política, o filme todo se baseia na interação dos personagens, trazendo os temas de amizade, traição, amor e redenção à tona.
A direção do Leone é brilhante. Ele tem um dom de fazer cenas marcantes, daquelas que emocionam e ficam na sua cabeça por horas, das mais banais às mais importantes. O que me chamou a atenção na direção é que ela é muito simples, muito óbvia, até clichê em alguns momentos, mas ela tem um bom gosto tão grande que tudo parece muito mais elaborado do que realmente é.
Único porém é que são 4h de filme. Eu acho bem legal filmes longos assim, eu admiro a ousadia, mas tenho um sério problema em ficar na frente da tv por tanto tempo, então tive que dar uma pausa no meio desse. Mas ao contrário de alguns filmes, tipo Magnólia, o filme não perde o andamento e não fica cansativo demais em nenhum momento. Afinal, são 5 décadas de história em um filme, acho que a duração ficou até de bom tamanho.
Algumas considerações:
- O De Niro está nos 3 filmes do meu top 3 filmes de máfia.
- Minha namorada muito perspicazmente descobriu que a garotinha que interpretou a jovem Deborah era a futura estrela Jennifer Connelly, com seus 12 aninhos.
- Joe Pesci faz uma ponta ridícula nesse filme. Ele aparece em, tipo, duas cenas.
- A cena do doce, onde o garoto tenta se decidir entre uma prostituta (virar homem) ou um doce (continuar criança) é uma das cenas mais perfeitas da história do cinema.
- A Jennifer Connelly já era linda com 12 anos de idade.
- Eu não sou pedófilo.
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Engraçado como essas coisas que eu escrevi aí em cima deveriam ter sido postadas há uns dois dias, mas a gente tem assistido tantos filmes que eu não tive tempo de atualizar isso, aí foi acumulando. Na verdade daqui a pouco eu vou ser obrigado a botar aquele já manjado template com uma pipoca lá em cima, pois parece que eu só falo de cinema, o que não é de maneira nenhuma uma coisa ruim, mas não era o objetivo inicial desse blog, não que houvesse algum.
De qualquer forma, eu não gosto de deixar filmes sem comentários, até porque todos os vistos esses dias foram muito bons, portanto, dois pontos:
Marcas da Violência: Eu gostei desse, mas acho que poderia ser bem melhor. De certa forma, também é um filme de máfia, embora seja contado do lado de fora, do lado do mafioso que foi obrigado a fugir e se exilar por algum motivo qualquer, passando a viver como um simples pai de família, trabalhando em um café. No caso, o mafioso é interpretado pelo Viggo Mortensen, eterno Aragorn, que nos traz uma atuação sólida o suficiente pra você realmente acreditar que ele não é um mafioso. O que aliás é muito bem reforçado pelo roteiro, pois a mudança de mafioso fodão para pacato pai de família é tão forte pro personagem que ele mesmo parece acreditar que o passado dele não existia.
Gostei da direção, o filme tem um todo um clima de suspense excelente. Eu não costumo ficar muito tenso em filmes, mas esse me deixou bem tenso em algumas partes. Tem umas cenas bem violentas e umas cenas de sexo bem safadas.
A questão que deixou o filme mais baixo no meu conceito foi o roteiro. O filme é excelente até a metade, que aliás é o clímax. Depois a história se perde e tudo parece meio jogado, meio sem sentido, até chegar num final que é tão aberto e abrupto que você pode imaginar qualquer coisa daquilo.
Encontros e Desencontros: Esse, por outro lado, de máfia não tem nada. Já havia visto esse filme há uns dois anos atrás, e confesso que não tinha gostado. Não tinha entendido nada da história, tudo me pareceu sem sentido e mal desenvolvido.
Felizmente o meu senso crítico melhorou um tanto de lá pra cá, dessa vez eu entendi muito bem tudo e amei o filme. Não que seja um filme muito complicado, mas não é exatamente convencional. O roteiro é até bem simples, é a história de uma jovem mulher (Scarlett Johansson, mais linda do que nunca) e um homem de meia idade (Bill Murray) que se conhecem em um hotel no Japão e começam a viver uma grande amizade/romance.
O grande ponto desse filme é a sutileza. Não há grandes diálogos (propositalmente), as conversas entre os protagonistas são em sua maioria bem genéricas e não elaboradas. Eles não tem muita coisa em comum, mas ainda assim eles se identificam completamente um com o outro e você consegue sentir isso perfeitamente com a direção da Sofia Coppola e com a atuação dos dois, que estão perfeitos em seus papéis.
Assim, é incrível. Você pode perceber como os dois estão completamente deslocados, não apenas por estarem em um país super diferente, mas em relação a tudo. Em relação as pessoas que eles encontram, aos lugares que eles visitam, enfim, em relação ao mundo. E é lindo ver como eles se acham naquele lugar estranho e logo se identificam.
Outro ponto legal é que o filme não parte pra idéia clássica de "Sexo, Beijos, Amor", etc, tanto que só há um beijo, e mesmo assim apenas no final. É tudo menos carnal, mais voltado pro sentimento entre os personagens, como se eles se apaixonassem e isso realmente não tivesse nada a ver com a aparência, ou qualquer tipo de desejo sexual. É uma forma do filme mostrar que o amor é mais que isso.
Eu fiquei surpreso com a direção da Sofia, pois odiei Maria Antonieta. Mas aqui a direção é excelente, mostrando perfeitamente a monotonia e o deslocamento dos personagens. O roteiro, também dela, é outro primor, por tudo que foi falado acima.
De certa forma me lembrou de Antes do Amanhecer, embora ambos sejam também bastante diferentes. Mas no fundo ambos retratam muito bem e de uma maneira simples e verdadeira a idéia do amor, ao contrário da maioria dos romances que existem por aí.
Sangue Negro: Muito bom também. Tem um dos personagens mais interessantes que apareceram por aí ultimamente, o protagonista, interpretado brilhantemente pelo Daniel Day-Lewis. Sério, se teve um ator que mereceu esse Oscar, foi ele. O outro Oscar ganho por Sangue Negro foi o de fotografia, que foi também muito merecido.
Porém, ao contrário de muitos, não acho que deveria ter ganho o Oscar. Mas eu também não acho que Onde Os Fracos Não Tem Vez mereceu. Agora que já vi os 5 filmes indicados, eu botaria eles na seguinte ordem, decrescente:
1. Desejo e Reparação
2. Conduta de Risco
3. Sangue Negro
4. Juno
5. Onde Os Fracos Não Tem Vez
Fico por aqui.
sábado, 19 de julho de 2008
Vícios Nostálgicos
Deixei o ritmo cair um pouco, mas todos sabiam que um post por dia era loucura. Não há assunto que resista. Fazendo um paralelo com a campanha do mengão no Brasileiro, todos sabiam que a derrota ia vir uma hora. Mesmo jogando bem, perdemos para o Coxa, numa das partidas mais injustas até então. Mas, como aqui, ainda existe aquela gordura e o saldo ainda é positivo, e o que importa é a continuação de um trabalho que vem dando certo!
Mas, chega a hora de dar um tema a esse post, e decidi que vai ser um tema um tanto manjado, porém fora de moda: Senhor dos Anéis. Difícil acreditar que eu me (re)viciei em Senhor dos Anéis a essa altura do campeonato, mas é a mais pura verdade. Passei os últimos dias super entretido assistindo as versões extendidas dos filmes, que eu nunca tinha visto muito bem.
É engraçado, porque SdA sempre fez parte da minha vida, desde quando eu ouvi falar na coisa toda e resolvi ler A Sociedade do Anel, back in 2001. E é aquela coisa, 14 aninhos, cabeça totalmente influenciável, me apaixonei de cara. De lá pra cá muito tempo passou, os livros e filmes me marcaram muito, e não é nada de mais eu dizer que de certa forma mudou a minha vida.
Graças ao Fórum da Valinor (muito nerd, pqp), que apesar de todos os defeitos, foi um lugar que eu conheci meus melhores amigos. Foi um lugar aonde eu aprendi muita coisa, tanto com filmes, músicas, esportes, livros, em relação a vida mesmo. Foi onde eu comecei a adquirir um senso crítico maior em relação as coisas que me cercam.
Mas como eu disse, essas coisas fazem tempo. Eu mal lembrava dos filmes, por isso resolvi ver de novo. E nesses horas você vê que tudo isso não foi por acaso. Pois são realmente clássicos, são filmes que realmente marcaram uma época e que eu tenho certeza que daqui a 30 anos ainda vão ser considerados clássicos.
É raro ver uma obra tão detalhista como a de Tolkien, onde praticamente todo personagem tem sua história desenvolvida. E esse nível de detalhismo foi o mesmo nos filmes. Chega a ser tocante o cuidado e o perfeccionismo de todos envolvidos nesses filmes. Se alguém viu os extras dos dvds, sabem do que eu estou falando.
Cito como exemplo a preocupação em cada cena de permanecer fiel ao livro. Na cena em que o Frodo acorda em Valfenda e o Sam vai abraçá-lo, por exemplo. Tem um trecho dos extras que diz que o Ian Mckellen dizia a todo momento pro Sean Astin "não esqueça de pegar na mão do Frodo, são esses detalhes que os fãs estarão procurando". Outro exemplo desse perfeccionismo são o cuidado dos designers em estabelecer uma cultura própria pra cada raça, e mesmo pra cada povo. Desde a arquitetura, até o design das armas, roupas, tudo, cada raça tem a sua própria característica.
Os exemplos abundam, mas eu não vou me aprofundar neles, cabe a quem se interessar procurar assistir os dvd's. Se é que todo mundo que está lendo isso aqui já não viu, pois SdA é uma coisa tão próxima da minha vida que eu tenho dificuldade em assimilar o fato de nem todo mundo ter visto.
(essa semana começo a reler os livros também uhahauhhaha)
Mas, chega a hora de dar um tema a esse post, e decidi que vai ser um tema um tanto manjado, porém fora de moda: Senhor dos Anéis. Difícil acreditar que eu me (re)viciei em Senhor dos Anéis a essa altura do campeonato, mas é a mais pura verdade. Passei os últimos dias super entretido assistindo as versões extendidas dos filmes, que eu nunca tinha visto muito bem.
É engraçado, porque SdA sempre fez parte da minha vida, desde quando eu ouvi falar na coisa toda e resolvi ler A Sociedade do Anel, back in 2001. E é aquela coisa, 14 aninhos, cabeça totalmente influenciável, me apaixonei de cara. De lá pra cá muito tempo passou, os livros e filmes me marcaram muito, e não é nada de mais eu dizer que de certa forma mudou a minha vida.
Graças ao Fórum da Valinor (muito nerd, pqp), que apesar de todos os defeitos, foi um lugar que eu conheci meus melhores amigos. Foi um lugar aonde eu aprendi muita coisa, tanto com filmes, músicas, esportes, livros, em relação a vida mesmo. Foi onde eu comecei a adquirir um senso crítico maior em relação as coisas que me cercam.
Mas como eu disse, essas coisas fazem tempo. Eu mal lembrava dos filmes, por isso resolvi ver de novo. E nesses horas você vê que tudo isso não foi por acaso. Pois são realmente clássicos, são filmes que realmente marcaram uma época e que eu tenho certeza que daqui a 30 anos ainda vão ser considerados clássicos.
É raro ver uma obra tão detalhista como a de Tolkien, onde praticamente todo personagem tem sua história desenvolvida. E esse nível de detalhismo foi o mesmo nos filmes. Chega a ser tocante o cuidado e o perfeccionismo de todos envolvidos nesses filmes. Se alguém viu os extras dos dvds, sabem do que eu estou falando.
Cito como exemplo a preocupação em cada cena de permanecer fiel ao livro. Na cena em que o Frodo acorda em Valfenda e o Sam vai abraçá-lo, por exemplo. Tem um trecho dos extras que diz que o Ian Mckellen dizia a todo momento pro Sean Astin "não esqueça de pegar na mão do Frodo, são esses detalhes que os fãs estarão procurando". Outro exemplo desse perfeccionismo são o cuidado dos designers em estabelecer uma cultura própria pra cada raça, e mesmo pra cada povo. Desde a arquitetura, até o design das armas, roupas, tudo, cada raça tem a sua própria característica.
Os exemplos abundam, mas eu não vou me aprofundar neles, cabe a quem se interessar procurar assistir os dvd's. Se é que todo mundo que está lendo isso aqui já não viu, pois SdA é uma coisa tão próxima da minha vida que eu tenho dificuldade em assimilar o fato de nem todo mundo ter visto.
(essa semana começo a reler os livros também uhahauhhaha)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
A Hipocrisia da Morte
Não gosto muito da maneira que as pessoas tratam a idéia da morte. Como se a morte perdoasse tudo, ou tornasse os falecidos coisas que eles nunca foram quando vivos. A morte é o cúmulo da hipocrisia. Não estou com humor pra me aprofundar muito nessa discussão, mas fica aí um texto que é bastante relevante em algumas muitas situações. É um trecho de "Os Irmãos Karamazovi", do Dostoiévski.
"- Deixa-me perguntar-te mais uma coisa, meu irmão: é admissível que cada qual tenha o direito de julgar seus semelhantes e decidir quem merece viver e quem não o merece mais?
- A questão de merecimento não tem nada a ver com o caso. O problema geralmente se resolve nos corações humanos, sem que se considerem os merecimentos, mas por motivos muito mais naturais. E, quanto ao direito... ora... quem é que não tem o direito de desejar?
- A morte do próximo?
- E por que não? Por que mentir a si mesmo, se todos os homens são assim e, talvez, nem possam viver de outro modo?"
(é um diálogo entre os personagens Ivan e Aliéksiéi Karamazov)
Sem mais.
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